Secretário de Saúde fala sobre o funcionamento do PSC, UPAs e criação de mini-hospital

Escrito por em 09/10/2021

O secretário de Saúde, Orlando Costa Dias, e a diretora do Departamento de Urgência e Unidades de Pronto Atendimento (DUUPA) da Secretaria de Saúde, Alana Trabulsi Burgo, participaram de uma reunião na Câmara Municipal nesta sexta-feira (8) sobre o funcionamento do Pronto Socorro Central (PSC) e as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) de Bauru. O encontro teve o objetivo de esclarecer como os atendimentos estão ocorrendo em cada unidade de urgência e emergência geridas pelo município.

Na ocasião, o secretário e a diretora afirmaram que o PSC funciona agora como unidade referenciada para traumas graves e casos de urgência que chegam por meio do Samu e do Corpo de Bombeiros. Até o mês passado, o PSC era ainda a unidade onde os pacientes com casos graves de Covid-19 recebiam tratamento e aguardavam vaga para internação nos hospitais do Estado, quando necessário. Porém, com a redução de casos nas últimas semanas, o Posto Avançado Covid (PAC) foi desativado, e o PSC foi mantido como unidade para receber casos graves de outras especialidades.

A manutenção do PSC como ‘porta fechada’ se deve a diversos fatores. Um deles é a limitação no número de funcionários, pois os casos de Covid-19 eram atendidos por funcionários contratados pela Fundação Estatal Regional de Saúde (Fersb), em um contrato emergencial por causa da pandemia. O contrato foi encerrado no último mês, e era voltado apenas para a pandemia. Outra situação considerada é a necessidade de que a equipe médica e de apoio do PSC esteja preparada e com vagas suficientes para receber os pacientes graves que chegam encaminhados pelas UPAs ou via Samu e Corpo de Bombeiros, o que seria impossível com a unidade lotada de casos menos graves.

Para os demais casos de urgência e emergência, na qual as pessoas procuram os serviços por meios próprios, a orientação é que a população vá até uma das quatro UPAs de Bauru – Bela Vista, Ipiranga, Geisel/Redentor ou Mary Dota. Já os casos que não são de urgência e emergência devem ir para a rede básica.

PROPOSTAS

Os parlamentares fizeram ainda questionamentos e o secretário Orlando Costa Dias destacou que, para o futuro, a ideia é aproveitar parte da área do PSC e do espaço onde funcionou o PAC para a criação de um hospital municipal de pequeno porte, com cerca de 15 leitos, para casos mais simples, colaborando para desafogar a fila de espera por leitos nos hospitais do Estado e também realizando procedimentos menos complexos. O custo par a implantação deve ser de, pelo menos, R$ 6 milhões, e o custo mensal ainda será estimado. A proposta vai ser discutida com o Conselho Municipal de Saúde e com a Câmara quando o projeto for concluído.

Por fim, o secretário de Saúde e os vereadores pretendem manter diálogo com o governo estadual para que a capacidade de atendimentos com o início das atividades no Hospital das Clínicas e a reabertura do Hospital Manoel de Abreu, e a transformação dos 40 leitos de Covid-19 do Hospital Estadual em leitos para as demais especialidades que estão com fila de espera.

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