Sindicato dos Professores do Estado convocam categoria para greve contra o retorno das aulas presenciais

Escrito por em 08/02/2021

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) deu iniciou, nesta segunda-feira (8), a convocação da categoria para uma paralisação contra o retorno das aulas presenciais na rede estadual de ensino. Segundo o coordenador da subsede da APEOESP de Bauru, Marcos Chagas, a adesão da greve sanitária é em defesa a vida, uma vez que as escolas apresentam risco de contaminação.

Em Bauru, as escolas estaduais retornaram às aulas presenciais nesta segunda-feira (8), com presença permitida de até 35% dos alunos diante da fase vermelha do Plano SP. Mas mesmo o documento propondo uma série de medidas para a retomada gradual e segura, ainda de acordo com Marcos, falta estrutura adequada para as escolas estaduais em Bauru.

A 94FM procurou a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) e por meio de nota, disse que lamenta o sindicato se pautar por uma agenda político-partidária completamente desvinculada do compromisso com o aprendizado dos alunos. Ainda de acordo com o Estado, o sindicato esquece de contabilizar os riscos atrelados ao atraso educacional e à saúde emocional e mental de crianças e adolescentes. A nota segue informando que o Estado tomará as medidas judiciais cabíveis e informa que em caso de faltas não justificadas pelos profissionais da educação, elas serão descontadas.

O Estado finaliza dizendo que a retomada das aulas obedece os critérios de segurança estabelecidos pelo Centro de Contingência do Coronavírus. Estudantes e profissionais com doenças crônicas ou fatores de risco devem permanecer em casa, cumprindo atividades remotas. Para a retomada segura, o governo distribuiu 12 milhões de máscaras, 10.740 termômetros a laser, 10 mil totens de álcool em gel, 221 mil litros de sabonete líquido, 78 milhões de copos descartáveis, além de 100 milhões de rolos de papel toalha.

NOTA NA ÍNTEGRA

“A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) lamenta que o sindicato se paute por uma agenda político-partidária completamente desvinculada do compromisso com o aprendizado dos alunos. O sindicato ainda esquece de contabilizar os riscos diversos atrelados ao atraso educacional e à saúde emocional e mental das milhares crianças e adolescentes.
A Seduc tomará as medidas judiciais cabíveis e informa em caso de eventuais faltas, o superior imediato irá analisar a justificativa apresentada, de acordo com a legislação. Faltas não justificadas pelos profissionais serão descontadas.
A retomada das aulas é pautada em medidas de contenção da epidemia, obedecendo aos critérios de segurança estabelecidos pelo Centro de Contingência do Coronavírus, embasada em experiências internacionais e nacionais. Estudantes e profissionais com doenças crônicas ou fatores de risco devem permanecer em casa, cumprindo atividades remotas.
Para a retomada, a Seduc-SP adquiriu e distribuiu uma série de insumos destinados tanto aos estudantes quanto aos servidores, como 12 milhões de máscaras de tecido, mais de 440 mil face shields (protetor facial de acrílico), 10.740 termômetros a laser, 10 mil totens de álcool em gel, 221 mil litros de sabonete líquido, 78 milhões de copos descartáveis, 112 mil litros de álcool em gel, 100 milhões de rolos de papel toalha e 1,8 milhão de rolos de papel higiênico.”


Opnião dos Leitores
  1. Tábata   Em   09/02/2021 em 12:57

    É, para quem leu a matéria do Reino Unido sobre o que está havendo com as crianças, não deixariam seus filhos irem a escola presencial, não agora diante deste cenário da Pandemia…

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *



[Nenhuma estação de rádio na Base de dados]