VAI TOMÁ NO… PO… CARA…FILHO DA…

Por on 2 de setembro de 2019

Neste final de semana eu não suportei mais acompanhar alguns jogos de futebol e não foram poucos. Acabei desligando o televisor. Afinal, porque eu faria isso? Vou explicar.

Como atualmente são muitos os jogos, as emissoras de televisão não dão conta de acompanhar “in loco” todas as partidas. A solução tem sido enviar para a cobertura dos jogos, apenas o repórter de campo, a maioria muitas vezes da própria cidade onde está se realizando a competição.

Narradores e comentaristas transmitem no chamado estilo “off tube”. Ficam nos estúdios centrais, acompanham o desenrolar do jogo pelo vídeo e vão assim fazendo as transmissões para atender à demanda dos jogos por todo o Brasil.

Até aí tudo bem. Afinal não há como estar em todos os campos desse imenso Brasil e ficar “voando” para todo canto. Por certo, além de inviável as emissoras envolvidas iriam para a falência rapidamente.

Agora vem uma realidade insuportável. Trata-se da montagem técnica no local dos jogos com geração de som local e ambiente. Há determinada potência além do necessário, encobrindo a própria narração dos narradores e comentaristas lá dos estúdios.

O que acontece? Os narradores são sobrepujados pelo som local exagerado, que capta

os palavrões e os gritos estéricos da torcida superdimensionados e transformam em alucinação auditiva para os telespectadores que estão acompanhando pela TV.

E os palavrões nem se fale. Vão desde “toma no…” até “pra pu… que pariu”, de “porra … cara…”. E vejam bem, esses palavrões correm soltos também à beira do gramado com técnicos histéricos a criticar bandeirinhas e seus próprios jogadores.

Tem dó!!! Vai tomá… Xi, isso pega!!!

Equipamentos que captam o som do torcedor estão cada vez mais modernos. Foto: Roberto Pfeil / Associated Press


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